NTM - Núcleo de Tecnologia de São José- SC

O Núcleo de tecnologia disponibiliza aos educadores e demais integrantes da Web este blog com objetivo de divulgar tecnologias que podem auxiliar na educação dos alunos. Postamos também projetos e notícias relativas a rede municipal de ensino de São José, SC. Existem dezenas de postagens e soluções para contribuir no seu dia a dia, vale apena conferir. Você pode traduzir as postagens em vários idiomas!


terça-feira, 6 de dezembro de 2016

O que está no currículo é mais importante do que como se ensina


Em entrevista ao Porvir, Charles Fadel, professor visitante de Harvard e especialista em inovações em educação, discute como atualizar o currículo escolar

por Vinícius de Oliveira  
Os desafios do mundo demandam que estudantes olhem para o mundo de uma nova maneira e façam conexões que envolvam competências, o lado socioemocional, e o cognitivo. Ao mesmo tempo, existe o dilema de que tudo o que é mais fácil de ensinar também corre maior risco de ser digitalizado, automatizado ou terceirizado. Charles Fadel, especialista em inovações para educação, fundador do Center for Curriculum Redesign e professor visitante de Harvard, propõe em seu novo livro “Educação em quatro dimensões: as competências que os alunos devem ter para atingir o sucesso” (PDF grátis) que devemos nos atentar não apenas para o como, mas para o que é ensinado para aumentar o nível de engajamento.
Em uma era em que se debate o poder e a influência dos algoritmos de sites de busca e redes sociais, será que devemos continuar deixando esse tópico de lado nas escolas em favor da matemática tradicional? Na entrevista que você lê abaixo, o especialista que visita o Brasil para participar de evento promovido pelos institutos Península e Ayrton Senna analisa como é possível atualizar o currículo sem aumentar o fosso entre alunos de diferentes realidades sociais e econômicas, bem como a importância da interdisciplinaridade para uma escola que faça sentido ao aluno.
Porvir – Analisando o cenário atual, quais são as questões que demandam uma resposta urgente de educadores e formuladores de políticas públicas?
Charles Fadel – Acho que todos compartilhamos um grande problema que é o aquecimento global, que no pior cenário pode levar à extinção da raça humana e em muitas outras análises pode ser muito danoso a ecossistemas em geral e ao padrão de vida de todos. Para piorar, temos questões econômicas que merecem atenção porque aqueles que não se sentem seguros em seus empregos e não atingiram boa qualidade de vida não terão tempo e tendem a não levar em consideração temas mais gerais, que afetam o mundo todo, como é o caso do aquecimento global. Em síntese, precisamos lidar simultaneamente com o curto e o longo prazo, mas não estamos prontos para fazer isso ao analisarmos a maneira como evoluímos, de olho apenas em problemas imediatos.
Porvir – No seu novo livro, o senhor fala sobre a corrida entre tecnologia e educação, além de pesquisas que mostram a insatisfação de estudantes e empregadores. Como sistemas educativos podem encarar os avanços tecnológicos?
Fadel – Penso que a educação nos últimos tempos tem ficado para trás, mas também foi assim durante a Revolução Industrial e fomos capazes de nos adaptar. O desafio atual é que a tecnologia está evoluindo muito mais rápido do que no passado porque ela acontece em diversas frentes. Temos que considerar também que durante a Revolução Industrial além das máquinas que surgiram, evoluímos de não ter telefone e ter telefonia fixa, não ter eletricidade para ter eletricidade, não ter meios para gravar voz ou imagens até que conseguimos alcançá-los. Esses fatos representaram rompimentos. O que temos hoje é uma aceleração que não é tão descontínua, mas temos que nos adaptar. Para isso, precisamos ser mais inteligentes sobre como gastamos nosso tempo aprendendo e repensarmos completamente o que aprendemos. Em uma era de buscadores e inteligência artificial, o que precisamos aprender é muito diferente do que era necessário há um século.


Porvir – E como é possível oferecer oportunidades a todos em um cenário como esse?
Fadel – Acho que as coisas vão ficar piores no curto prazo até que melhorem. Todos os países, incluindo o Brasil, têm uma grande disparidade de ações. De um lado, temos o analfabetismo e o analfabetismo funcional e, do outro, pessoas que trabalham em empresas de tecnologia de ponta como a Embraer. É muito difícil tentar educar a todos da mesma maneira e como acontece no marketing, em que segmentos da população possuem necessidades variadas, teremos que aceitar que, pelo menos no curto prazo, ofereceremos educação diferente aos que não são alfabetizados e aos que estão avançando para a nova economia. Com o passar do tempo, teremos maiores chances de diminuir as disparidades.
Por que continuamos tão relutantes em ensinar empreendedorismo, bem-estar, robótica e outros temas que atualmente são mais importantes que as disciplinas tradicionais?
Porvir – Se o senhor fosse escolher uma escola para seus filhos hoje, que tipo de abordagem buscaria?
Fadel – É importante distinguir o que ensinamos da maneira como ensinamos. O que ensinamos é determinado por governos, que criam testes para entrada no ensino superior, que por sua vez ditam o que é ensinado. O livro é uma reflexão sobre o que é ensinado. Em termos de como, tem sido demonstrado que cada um aprende do seu jeito. Também posso dizer por experiência pessoal que projetos ajudam o aluno a reter mais informações do que aulas expositivas. O nosso papel é entender quais áreas merecem projetos aprofundados e quais são necessárias para contextualização, para então aplicarmos diferentes métodos e atenção em cada uma delas.
Porvir – Quando o senhor fala sobre currículo e de como novos assuntos como algoritmos são tão importantes como a matemática tradicional, também menciona a reação de meios acadêmicos. Por que isso acontece?
Fadel – Bem, cada um defende o que sabe. A psicologia chama isso de viés de confirmação. Cada especialista vê sua área de conhecimento como a mais importante e deixa de ter uma visão estratégica. Uma analogia que posso fazer é que eles se preocupam demais com a casca da árvore e não enxergam a planta inteira, mesmo em suas próprias disciplinas. E também não entendem como essa árvore interage com a floresta e como funcionam os ecossistemas animal e vegetal.
Porvir – Outras áreas do conhecimento também podem sofrer mudanças desse tipo?
Fadel – Todas as áreas podem ser transformadas se pensarmos o que é mais importante em cada disciplina. Demos o exemplo da matemática no livro, mas pode acontecer o mesmo em disciplinas como história. Você pode desejar um aprofundamento, e não apenas datas e fatos sobre as guerras. Por exemplo, quando se ensina história da Grécia e o que acontece em Atenas e Esparta, pode-se desejar entender por que essas cidades criaram sistemas democráticos e autocráticos, por que prosperaram tanto e entraram em colapso. É olhando para os conceitos e metaconceitos que se ganha ao aprender essas disciplinas e não apenas números.
Porvir – Por que um currículo para atender as necessidades do século 21 precisa estar em constante atualização? Como preparar educadores e líderes educacionais para esse cenário?
Fadel – É uma mudança de mentalidade. Todo mundo cresce com a ideia de que as coisas são fixas e que elas devem se parecer com o que aprendemos quando éramos crianças. Mas os padrões mudam ao longo do tempo. Não ensinamos latim e grego como fazíamos e também não fazemos isso em áreas como a matemática. As pessoas não percebem que as coisas devem mudar mais rápido e com mais vigor com o passar do tempo. E não entendem que mudar significa trazer novas áreas e disciplinas para o centro. Por que continuamos tão relutantes em ensinar empreendedorismo, bem-estar, robótica e outros temas que atualmente são mais importantes que as disciplinas tradicionais? O que há de errado nisso? Não há razão para acreditar que elas não possam ter espaço no currículo. Como ele está tão cheio, temos que tirar o que é mais antigo com cuidado, e isso é muito difícil de ser feito porque cada especialista vai querer defender sua área de atuação.


Porvir – Qual a importância de integrar atividades mão na massa para o redesenho curricular com a intenção de atender às demandas do século 21?
Fadel – Elas permitem a interdisciplinaridade e a integração do maior número possível de áreas. Entretanto, demandam uma enorme quantidade de tempo se tudo for baseado em descobertas ou projetos. É preciso analisar com cuidado e perceber quais áreas necessitam mais de uma abordagem por projetos. Voltando ao exemplo da história grega, se eu quiser explicar aos alunos a importância da autocracia e da democracia ou como alguém como Alexandre, o Grande liderou aos 19 anos uma tropa de milhares de homens, é possível deixar o restante em segundo plano para ser ensinado mais rapidamente do jeito tradicional.
É preciso pensar como cada um é avaliado no trabalho todos os dias. Ao invés de uma prova, seu chefe e colegas dizem que você se comunica melhor hoje do que no ano passado, que progrediu desta ou daquela maneira e que trabalhou em determinadas questões que ainda não foram resolvidas.
Porvir – Como escolas devem se preparar para desenvolver e avaliar alunos considerando as quatro dimensões trazidas no livro?
Fadel – Em primeiro lugar, não foi investido dinheiro o suficiente para avaliar essas dimensões e parte do que meu centro trabalha atualmente é na criação de um consórcio para pesquisas em conjunto. Em segundo lugar, é preciso pensar como cada um é avaliado no trabalho todos os dias. Ao invés de uma prova, seu chefe e colegas dizem que você se comunica melhor hoje do que no ano passado, que progrediu desta ou daquela maneira e que trabalhou em determinadas questões que ainda não foram resolvidas. É subjetivo e qualitativo, mas é assim que o mundo funciona. Ficamos muito ligados a testes objetivos, mas essa é só uma parte. Temos que aceitar as avaliações formativas, que seriam aplicadas por professores bem formados e pelos próprios estudantes.

 Fonte: http://porvir.org/esta-curriculo-e-mais-importante-como-se-ensina/



quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Série Destino: Educação chega ao último episódio com reflexão sobre sistemas educacionais


Programa visitou 12 escolas para mostrar algumas tendências educacionais pelo mundo

por Redação  


Depois de visitar 12 escolas espalhadas pelo mundo, chega ao fim a série documental “Destino: Educação – Escolas Inovadoras”. Produzida pelo Canal Futura com consultoria do Instituto Inspirare e parceria com o Serviço Social da Indústria (SESI), os 12 episódios mostraram como instituições de ensino inovam na maneira de lidar com seus alunos de acordo com as demandas e necessidades de cada população.
Cada programa, com cerca de 50 minutos de duração, foi destinado a uma escola. A equipe de produção da série visitou duas escolas no Brasil (Projeto Âncora e NAVE), três nos Estados Unidos (e3 CIVIC, High Tech High e Ross School), e uma na Inglaterra, Colômbia, Dinamarca, Índia, Holanda, Argentina e Finlândia. A partir das entrevistas com alunos e funcionários da escola dá para ter uma ideia de como cada local tem sua maneira própria de funcionamento e adota metodologias que façam sentido a seus estudantes.
Muitas das escolas visitadas apostam em autonomia, na divisão dos alunos por ciclos, na personalização do ensino e na aprendizagem colaborativa. O uso de tecnologia e o aprendizado baseado em projetos também são tendências amplamente utilizadas em algumas das instituições.


No último programa, o 13º, especialistas discutem por que é tão importante seguir o exemplo dessas escolas e mudar a maneira como a educação foi concebida. Fabio Zsigmond, cofundador do Mundo Maker, aponta para a necessidade de descobrir caminhos a serem trilhados no sentido de aproximar o conteúdo do estudante, para que esse veja mais sentido naquilo que está aprendendo.

Fernando M. Reimers, professor de Educação Internacional da Harvard Graduate School of Education, concorda com Zsigmond no sentido de que juntar alunos da mesma idade em um local para que eles aprendam a mesma coisa é uma estratégia que nem sempre dá certo. Ele comenta que a noção da necessidade de educar todos é nova e, a partir disso, a sociedade começou a buscar formas de atender a todos – a educação de massa. Reimers coloca esse método como a antítese da personalização, já que dessa forma as particularidades dos estudantes não são realmente levadas em consideração.

Nessa linha, Anna Penido, diretora do Instituto Inspirare, defende que inovar em educação implica em ouvir os estudantes e adaptar os processos educativos atuais aos perfis e interesses dos estudantes do século 21 e às demandas da sociedade. Segundo ela, é importante não concentrar todo o objetivo da aprendizagem no desenvolvimento de capacidades intelectuais, mas também nas chamadas competências socioemocionais, de se relacionar com os outros, saber se comunicar, negociar e se expressar.

1)  Âncora (Brasil)  – Assista aqui
2)  Bath (Inglaterra)  – Assista aqui
3) Fontán (Colômbia)  – Assista aqui
4) Orestad Gymnasium (Dinamarca)  – Assista aqui
5) e3 CIVIC (EUA)  – Assista aqui
6) Riverside (Índia)  – Assista aqui
7) High Tech High (EUA)  – Assista aqui
8) Steve Jobs (Holanda)  – Assista aqui
9) Ross School (EUA) - Assista aqui
10) La Cecilia (Argentina)  – Assista aqui
11) Ritaharju (Finlândia)  – Assista aqui
12) Nave (Brasil) - Assista aqui
13) Programa Geral  – Assista aqui 




terça-feira, 29 de novembro de 2016

Tudo por um like - Conexão Futura - Canal Futura



Tudo por um like
Há uma legião de pessoas mundo afora que faz de tudo por um, ou melhor, dezenas, centenas, milhares de likes ou curtidas. Não desgrudam da tela e ficam até deprimidas, se os posts que publicaram não "viralizam" na web. Hoje, os números de curtidas em um perfil do Instagram, por exemplo, tem definido a popularidade de muita gente.
Entrevistados: Jamila Venturini, pesquisadora do Centro de Tecnologia e Sociedade (CTS) da FGV Direito Rio; Marcos Comaru, psicanalista: Joana Romano, influenciadora digital.
Apresentação: Larissa Werneck
Exibição: 24 de novembro de 2016

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=vBFc6t8vXmg

10 Proyectos de Google que cambiarán el mundo




Los proyectos más increibles del laboratorio secreto Google X, como los vehículos autónomos, el proyecto Tango o el proyecto Calico para alargar la vida.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Jeff Iliff: One more reason to get a good night's sleep - Mais uma razão para ter uma boa noite de sono - Legendado -


Neuroscientist

Jeff Iliff is a neuroscientist who explores the unique functions of the brain. Full bio

The brain uses a quarter of the body's entire energy supply, yet only accounts for about two percent of the body's mass. So how does this unique organ receive and, perhaps more importantly, rid itself of vital nutrients? New research suggests it has to do with sleep.


TED - Carl Safina: What are animals thinking and feeling? O que os animais pensam e sentem?



Os seres humanos têm suficiente: consciência, racionalidade, criatividade, empatia, amor para deixar a vida sobre a terra sobreviver?




What's going on inside the brains of animals? Can we know what, or if, they're thinking and feeling? Carl Safina thinks we can. Using discoveries and anecdotes that span ecology, biology and behavioral science, he weaves together stories of whales, wolves, elephants and albatrosses to argue that just as we think, feel, use tools and express emotions, so too do the other creatures – and minds – that share the Earth with us.

O que está acontecendo dentro do cérebro dos animais? Podemos saber o que, ou se, eles estão pensando e sentindo? Carl Safina acha que podemos. Usando descobertas e anedotas que abrangem ecologia, biologia e ciência comportamental, ele tece histórias de baleias, lobos, elefantes e albatrozes para argumentar que assim como pensamos, sentimos, usamos ferramentas e expressamos emoções, o mesmo acontece com as outras criaturas - e mentes - que compartilham a Terra conosco.


This pictorial periodic table is colorful, fun, and packed with information!!! Principais usos humanos do elemento ou ocorrências naturais

This pictorial periodic table is colorful, fun, and packed with information. In addition to the element's name, symbol, and atomic number, each element box has a drawing of one of the element's main human uses or natural occurrences. The table is color-coded to show the chemical groupings. Small symbols pack in additional information: solid/liquid/gas, color of element, common in the human body, common in the earth's crust, magnetic metals, noble metals, radioactive, and rare or never found in nature. It does not overload kids with a lot of detailed numbers, like atomic weights and valence numbers.
Note: Elements in Pictures and Elements in Words are a set. Either may stand alone, but they work best together.
Esta tabela periódica pictórico é colorida, divertimento, e embalada com informação. Além do nome do elemento, símbolo e número atômico, cada caixa de elemento tem um desenho de um dos principais usos humanos do elemento ou ocorrências naturais. A tabela é cor-codificada para mostrar os agrupamentos químicos. Os símbolos pequenos embalam em informação adicional: sólido / líquido / gás, cor do elemento, comum no corpo humano, comum na crosta terrestre, metais magnéticos, metais nobres, radioativo, e raros ou nunca encontrados na natureza. Não sobrecarrega crianças com muitos números detalhados, como pesos atômicos e números de valência.


Nota: Elementos em Imagens e Elementos em Palavras são um conjunto. Ou podem estar sozinhos, mas eles funcionam melhor juntos.


Site para download!!!


terça-feira, 22 de novembro de 2016

7 razões para a nova geração querer aprender com atividades práticas



Pesquisa mostra que os jovens preferem aprender com tarefas práticas e resolução de problemas; saiba por que eles desejam colocar a mão na massa

por Redação 
As aulas teóricas e provas são pouco populares entre os estudantes. O que eles querem mesmo é colocar a mão na massa para aprender. De acordo com os resultados da pesquisa “Nossa Escola em (Re)Construção”, que ouviu 132 mil jovens de 13 a 21 anos de todo o país, a nova geração deseja uma escola com mais participação e atividades práticas.
Quando questionados sobre a metodologia que mais contribui para a aprendizagem, 36% dos estudantes afirmaram que desejam uma escola com atividades práticas ou resolução de problemas. Essa escolha reflete a busca por métodos mais participativos, que envolvem os alunos na construção do conhecimento.
Veja alguns motivos para a nova geração desejar aprender com a mão na massa:

Diferente de uma aula expositiva, o aprendizado passa a fazer mais sentido quando os alunos aprendem com projetos que envolvem atividades práticas ou resolução de problemas. Eles passam a encontrar uma resposta para a clássica pergunta: o que eu vou fazer com isso ou para que estou aprendendo isso?
Mesmo depois de terminar o ensino médio, a estudante de design Caroline Ribeiro, 21, ainda sabe na ponta da língua o que são as plantas angiospermas porque ela se apropriou desse conteúdo para criar uma animação na aula de biologia (leia mais aqui).

Com uma atividade prática os estudantes conseguem ver a aplicação de conceitos, que antes pareciam muitos distantes ou abstratos. Impulsionados pelo desafio de desenvolver um projeto, eles também se sentem motivados a aprender conteúdos do currículo básico.
Apesar de não gostar muito de disciplinas da área de ciências humanas, o aluno do primeiro ano da Escola Técnica Estadual Cícero Dias /NAVE (Núcleo Avançado em Educação), localizada no Recife (PE), de Anderson Laurentino, 15, começou a estudar mais história e filosofia para produzir um jogo sobre cultura brasileira (leia mais aqui).


Por trás dos conteúdos curriculares, ao colocar a mão na massa os estudantes aprendem a trabalhar em equipe e desenvolvem habilidades importantes para enfrentar desafios da vida pessoal, profissional e acadêmica. Entre elas, criatividade, empatia, autonomia, autoria e potencial inventivo.
Em um projeto de produção de mídia, a estudante Maria Eduarda Silva de Oliveira, 13, que faz o oitavo ano do ensino fundamental no CEU EMEF Casa Blanca, aprendeu a respeitar e a conviver com as diferenças quando gravou um vídeo em conjunto com outros adolescentes do Colégio Dante Alighieri (leia mais aqui).
Ao invés de serem punidos, com a mão na massa os estudantes percebem que o erro faz parte do processo do processo de aprendizagem. A partir das falhas é possível fazer novas descobertas e superar as dificuldades que são encontradas no meio do caminho.
A estudante Maria Gabriela da Silva, 16, do Colégio FAAT, de Atibaia (SP), percebeu isso ao produzir um jogo educativo para crianças com deficiência intelectual. Embora o seu primeiro protótipo não tenha funcionado, ela não desistiu do projeto e aproveitou os erros para aprimorar o jogo (leia mais aqui).

Quando os alunos aprendem fazendo, eles começam a perceber que para desenvolver um projeto é necessário aplicar conhecimentos de diferentes disciplinas. Essa abordagem transdisciplinar transforma a aprendizagem em um processo estimulante.
Na escola High Tech High de Chula Vista, em San Diego, na Califórnia (EUA), os estudantes estão acostumados a aprender por meio de projetos. No começo deste ano, por exemplo, eles construíram pequenas casas para artistas da cidade. Antes, com a ajuda de um arquiteto, já tinham feito maquetes de papelão nas aulas do núcleo de STEM, sigla para ciências, tecnologia, engenharia e matemática (leia mais aqui).


O sentimento de autoria e participação no processo de aprendizagem traz empoderamento para os estudantes, que se percebem capazes de superar desafios e aprender coisas que nunca imaginaram.
Ao visitar o Fab Lab do CEU Parque Anhanguera, a estudante Gabriela Ferreira da Silva, 11, aluna do sexto ano, disse que aprendeu coisas novas e mexeu em máquinas que nunca imaginou. Da mesma forma, o seu colega Kyldere Araújo Trindade, 12, aluno do sexto ano do ensino fundamental, conta que foi muito interessante ver um circuito funcionar. Agora ele está até pensando em se inscrever para um curso de eletrônica (leia mais aqui).

Com as atividades práticas, os alunos começam a trabalham em grupos e compartilhar conhecimentos com os seus colegas. O professor deixa de ser o único detentor do conhecimento e a sala de aula se transforma em um espaço dinâmico, onde todos podem contribuir com suas habilidades.
Na Escola Estadual de Ensino Profissional Joaquim Antônio Albano, em Fortaleza (CE), Emelly Alves, Eliel Sousa e Matheus Santos, todos de 16 anos e do curso de enfermagem, trabalharam em grupo para construir um foguete de garrafa PET (leia mais aqui).
Quer saber como levar o aprendizado mão na massa para a escola? Conheça o Especial Educação Mão na Massa.

The next manufacturing revolution is here | Olivier Scalabre - A próxima revolução industrial já está acontecendo



Economic growth has been slowing for the past 50 years, but relief might come from an unexpected place — a new form of manufacturing that is neither what you thought it was nor where you thought it was. Industrial systems thinker Olivier Scalabre details how a fourth manufacturing revolution will produce a macroeconomic shift and boost employment, productivity and growth.

O crescimento econômico vem diminuindo nos últimos 50 anos, mas um alívio deve surgir de um lugar inesperado — uma nova forma de produção, que não é o que pensávamos, tampouco onde pensávamos. O pensador de sistemas industriais, Olivier Scalabre, detalha como a quarta revolução industrial vai produzir uma mudança macroeconômica e acelerar a criação de empregos, a produtividade e o crescimento.
Follow TED news on Twitter: http://www.twitter.com/tednews
Like TED on Facebook: https://www.facebook.com/TED

Subscribe to our channel: http://www.youtube.com/user/TEDtalksD...
Fonte:
https://www.youtube.com/watch?v=AyWtIwwEgS0

https://www.ted.com/talks/olivier_scalabre_the_next_manufacturing_revolution_is_here?language=pt-br

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Mão na Massa - Especial Por Vir - EXCELENTE!!!

Saiba o que muda quando o aprendizado passa pelas mãos a partir de experiências que o Porvir conheceu e prepare-se para imaginar, conectar, apertar, errar e construir

O aprendizado que passa pelas mãos



No começo da trajetória escolar, cada dia abre a possibilidade de uma nova descoberta. Você deve se lembrar das brincadeiras com blocos ou massinha de modelar que davam origem a prédios ou bonecos nem tão bonitos e alinhados, mas que eram símbolo de uma conquista pessoal. Naquela fase, o aprendizado obrigatoriamente passava pelas mãos.
A experiência mão na massa, tão prazerosa e lúdica, perde espaço para a transmissão de conteúdo à medida que a primeira etapa de ensino é superada, e provavelmente suas principais lembranças da escola são de aulas teóricas, seguidas de provas, que muitas vezes pareciam desconectadas da realidade. Uma das principais tendências na educação hoje, que procura tornar o aprendizado mais significativo para os alunos, propõe um retorno ao fazer, esquecido no jardim da infância. Em escolas do mundo inteiro, ganha força um movimento que valoriza a prática e a experimentação.
Para investigar a fundo o que é e como acontece a educação mão na massa, também chamada de educação maker, ou hands-on, o Porvirtambém decidiu testar um novo processo de produzir conteúdo. Em uma tarde de agosto de 2016, o conceito de experimentação que vínhamos usando em nosso Glossário foi colocado à prova em um workshop com professores e especialistas em educação em um ambiente propício ao tema, o MundoMaker, espaço de aprendizado e desenvolvimento de projetos em São Paulo.
Na ocasião, surgiram convergências e divergências sobre o que é uma educação mão na massa: "Experimentação é uma metodologia ou um processo?", "Desenvolve conhecimentos ou habilidades?", "A prática deve estimular ou desafiar os alunos?", e por aí vai.
Foi consenso entre os presentes que as atividades práticas devem envolver trabalho coletivo, estimular criatividade e desenvolver empatia, além de obedecer princípios que estimulam a autonomia e o potencial inventivo, colocando o aluno no centro de seu processo de aprendizado.
Por outro lado, as opiniões se dividiram entre a obrigatoriedade ou não de os alunos desenvolverem um produto concreto e relacionado com o mundo real. Enquanto a maioria das experiências trazidas pelos presentes preveem a construção de algo, Lucas Torres, designer de serviços da consultoria Caos Focado, defendeu que a experimentação "não deve necessariamente ter sentido no mundo real". Para ele, mão na massa também inclui a resolução de desafios, como encontrar maneiras para fazer uma bolinha chegar mais rápido de um canto a outro na Máquina de Rube Goldberg (a engenhoca da abertura do programa de TV Rá-Tim-Bum).
Ficou claro, no entanto, que para garantir o aprendizado, não deve-se olhar apenas para o produto, mas para todo o processo, como explica o professor brasileiro da Universidade de Stanford Paulo Blikstein:
Uma das coisas mais importantes da educação mão na massa é fazer com que o professor preste mais atenção no processo do que no produto, o que é mudança de paradigma muito grande em relação à educação tradicional, que olha para a prova, que é o produto.
Paulo Blikstein - Professor da Universidade de Stanford


Segundo exemplificou o pesquisador em uma conversa durante a 
conferência FabLearn Brazil, em setembro de 2016 na USP (Universidade de São Paulo), muitas vezes o produto que um aluno cria não funciona perfeitamente e tem problemas. "É uma primeira tentativa. Mas o processo é riquíssimo. Nessas situações fica explícito como o aluno pensa, se comunica e se relaciona com os demais".

Outra característica da educação mão na massa é que suas atividades podem ser de baixo ou praticamente nenhum custo, como no caso de projetos que usam materiais reciclados ou que sempre estiveram disponíveis na casa da vó. Essa ideia é defendida até mesmo por quem trabalha com tecnologia de ponta, como o hacker e ativista Pedro Markun:

"A diferença entre crochê e Minecraft é muito tênue. E eu faço meu crochê e no intrincar daquela lã eu crio padrões e formas 3D. Com os amigurumis, que são bonequinhos de crochê, você pode discutir matemática, história… enfim, o assunto que você quiser a partir dessa tecnologia extremamente antiga que reconecta os mais jovens com os mais velhos".






Reportagem completa acessando o link abaixo:

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

The Bionic Man | Robotica | The New York Times



Les Baugh lost his arms as a teenager. Engineers at Johns Hopkins are trying to give them back, but better. Mr. Baugh is testing a robotic prosthetic that he can control with his mind.

Produced by: Zackary Canepari, Drea Cooper and Emma Cott

Read the story here: http://nyti.ms/1Ejpskn

Subscribe to the Times Video newsletter for free and get a handpicked selection of the best videos from The New York Times every week: http://bit.ly/timesvideonewsletter

Subscribe on YouTube: http://bit.ly/U8Ys7n

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=KPhkVPNKtVA

New bionics let us run, climb and dance | Hugh Herr




Hugh Herr is building the next generation of bionic limbs, robotic prosthetics inspired by nature's own designs. Herr lost both legs in a climbing accident 30 years ago; now, as the head of the MIT Media Lab's Biomechatronics group, he shows his incredible technology in a talk that's both technical and deeply personal — with the help of ballroom dancer Adrianne Haslet-Davis, who lost her left leg in the 2013 Boston Marathon bombing, and performs again for the first time on the TED stage.

TEDTalks is a daily video podcast of the best talks and performances from the TED Conference, where the world's leading thinkers and doers give the talk of their lives in 18 minutes (or less). Look for talks on Technology, Entertainment and Design -- plus science, business, global issues, the arts and much more.
Find closed captions and translated subtitles in many languages at http://www.ted.com/translate

Follow TED news on Twitter: http://www.twitter.com/tednews
Like TED on Facebook: https://www.facebook.com/TED

Subscribe to our channel: http://www.youtube.com/user/TEDtalksD...

NEW: Minecraft Hour of Code Designer. Students make the rules!

If you did the Hour of Code last year with your class, you might have used our Minecraft tutorial. Since launching, it’s been used over 31 million times by students—thank you for making this fun and exciting introduction to computer science so popular!
For 2016, Code.org, Microsoft and Mojang are announcing the all-new Minecraft Hour of Code Designer, a tutorial that lets students code their own Minecraft rules. This year, students can use code to control how animals and other Minecraft creatures behave—they can create a totally unique Minecraft experience, and then share it with friends or play it on their phones!


The new tutorial begins in a Minecraft world where sheep don't move, the chickens don't cluck, and nothing attacks: it’s a blank slate without movement or defined action. Over the course of an hour, students will bring this world to life using computer science. At the final level, they get to define the rules of Minecraft however they wish. If they want, the cows can lay eggs, sheep can explode, and zombies can run away from players!
If you used last year’s Minecraft activity, the new one provides a perfect way to expand your students’ knowledge of computer science. For new teachers, we are pleased to offer both tutorials, which require no experience to teach.
We’re thrilled to add Minecraft Hour of Code Designer to our list of activities for this year’s Hour of Code. If you haven’t checked out the expanded list yet, there are tons of new activities that you can filter on our site based on grade level, experience level, subject area, and more. Find the perfect activity for your class at https://code.org/learn.
Computer Science Education Week (December 5-11, 2016) is almost here! Sign up your Hour of Code event here if you haven't yet and get ready to do the new Minecraft tutorial with your class!

Hadi Partovi,
Code.org
Minecraft - Hour of Code: Intro 






quinta-feira, 10 de novembro de 2016

The dawn of the age of holograms | Alex Kipman - O amanhecer da era dos hologramas



Alex Kipman quer criar uma nova realidade - que põe as pessoas, não dispositivos, no centro de tudo. Com HoloLens, o primeiro computador holográfico completamente desatado, a Kipman traz hologramas 3D ao mundo real, aprimorando nossas percepções para que possamos tocar e sentir o conteúdo digital. Neste demo mágico, explore um futuro sem telas, onde a tecnologia tem o poder de nos transportar para mundos além do nosso. (Apresentando Q & A com Helen Walters do TED)

Alex Kipman wants to create a new reality — one that puts people, not devices, at the center of everything. With HoloLens, the first fully untethered holographic computer, Kipman brings 3D holograms into the real world, enhancing our perceptions so that we can touch and feel digital content. In this magical demo, explore a future without screens, where technology has the power to transport us to worlds beyond our own. (Featuring Q&A with TED's Helen Walters)

Follow TED news on Twitter: http://www.twitter.com/tednews
Like TED on Facebook: https://www.facebook.com/TED

Subscribe to our channel: http://www.youtube.com/user/TEDtalksD...