NTM - Núcleo de Tecnologia de São José- SC

O Núcleo de tecnologia disponibiliza aos educadores e demais integrantes da Web este blog com objetivo de divulgar tecnologias que podem auxiliar na educação dos alunos. Postamos também projetos e notícias relativas a rede municipal de ensino de São José, SC. Existem dezenas de postagens e soluções para contribuir no seu dia a dia, vale apena conferir. Você pode traduzir as postagens em vários idiomas!


quinta-feira, 22 de setembro de 2016

SHANGHAI, DUBAI, HONG KONG, timelapse









4K - Beautiful Paris City In France, Eiffel Tower (Tour Eiffel) and Other Places In Time Lapse


The time lapse video was shot at the various beautiful places around the Arc de Triomphe, the Eiffel Tower and Gardens of the Trocadero, Basilique du Sacre-Coeur, Notre Dame de Paris, the Seine River, notre dame cathedral, an aerial view of Paris from the Eiffel Tower, Montparnasse, Pt Charles De Gaulle, Tour Eiffel, Hotel Crillon, Francois, Mitterrand, Pont Alexandre III, Grand Palais and other beautiful places in Paris city. Some minor part of this clip was shot at KL Malaysia.

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=2jw3UNeA-5s

Roma, Italia - 4K - 2160p - Timelapse - Rome, Italy & Vatican City - Europe city in UHD


Come with us on an amazing journey through Roma / Rome. Enjoy a 4K timelapse with high resolution sequences from Italy`s capital at day and night. 
Perfect preparation for every Rome trip. Each picture is named with the place or building you see and where you can find it. GPS coordinates are included to guide you. 

4K Timelapse film produced in Rome, Italy from 12/31/2014 to 01/04/2015. Part of our series: 4K Journeys around the world.
17.250 RAW-Pictures taken with the Canon EOS 5D MK II and MK III with the Canon EOS 24-70mm 2,8, Canon EOS 24-70mm 2,8 II, Samyang 14mm and Canon EOS 70-200mm 2,8 II. Postproduction with Adobe Lightroom and LR Timelapse. Music by krizmental / homecookin.de. Produced in Spring 2015. 

North America, 4K (2160p) Time lapse - USA and Canada - Fantastic!!! Assista!


See the light of the night of New York City from the top of the Empire State Building, in Chicago you feel the perishing wind at the end of October and if you listen carefully, you will hear the sound of San Francisco’s Cable Cars, on our ride throughout down town. You love it? - we do! And you can watch it in 4K Ultra-HD!

How many National Parks have you visited before? Have you ever been to Yosemite, Yellowstone, Olympic, Banff, Kings Canyon, Sequoia, Acadia, Rocky Mountains, Mesa Verde, Arches, Mount Rainier, Mount Revelstoke and Zion in less than ten minutes?

Join us on the ferry in the Seattle bay, come with us to sunrise and sunset at the magic golden gate bridge. Visit Los Angeles, Vancouver, St. Louis, San Francisco and Las Vegas at night. Did we mention Mount Rushmore NM? New Orleans? Especially the sunset at Toronto from top of the CN Tower? „Smaller“ spots like Boston, Calgary, Springdale, Three Rivers, Pagosa Springs, Swift Current?
You travel to the Griffith Observatory, the Empire State Building, the One World Trade Center during construction, Manhattan, Tongue Point … and so many more.

Not enough? What about Niagara Falls, Lake Palourde, Keene Lake, Horseshoe Bend, White Mountains, Hobson CP and the Mississippi River?

Visit Alberta, Arizona, Arkansas, British Columbia, California and Colorado, Illinois, Louisiana, New Hampshire, New York, Nevada, Massachusetts and Maine, Missouri, Ontario, Oregon, Saskatchewan, South Dakota, Utah, Washington and Wyoming.

Three years - three months - three trips - now we show the best. One of the longest timelapses perhaps - we call it the EPIC :) And that was the trip. More than 10.000 km each year - a great mix of landscapes and cityscapes - absolutely amazing!

Thanks for the fantastic soundtrack and mix to Kriz Mental and his drummer Lu Kleff for this timelapse 4K UHD. Thanks to Alex for the title design and for polishing the graphics for this time lapse. Thanks to Stef for her support for the 4K USA and Canada Ultra-HD project - she is the best camera assistant with a lot of patience for this time consuming job - love you!

Join me on Twitter: twitter.com/ronald_3motion
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This time it is a 4K Timelapse of USA and Canada - in UHDw - The next journey will start soon … and it will be a 8K time-lapse!

Many thanks to all of you for supporting this project - not with money - but for building such great hard- and software! Thanks to @emotimo and @dynamicperception for your great time-lapse tools. Thank you to Canon - your 5D MK II and 5D MK III have done more than 100.000 pictures for that timelapse journey through North America. Lenses used are the Canon EOS 24-70mm 2.8 and 24-70 2.8 II, 100mm 2.8 macro and 70-200mm 2.8 II and the Samyang 14mm 2.8. We used Lightroom and especially LR Timelapse for postproduction (V4 rescued the opening sequence!). Final editing with Adobe Premiere Pro. Title design with Adobe After Effects.

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=L14nXRxJILg

Khan Academy comemora dez anos

A plataforma de estudos online auxilia tantos os alunos quanto os professores


por João Siqueira




De acordo com a esquisa TIC Educação 2014, 74% dos alunos usam o computador e a internet para o aprendizado, o que significa que novos sites estão sendo criados para tornar esse uso mais presente na vida dos estudantes. Outros que já existem há algum tempo, estão se reinventando para ampliar os horizontes e atrair cada vez mais público. Esse é o caso da Khan Academy.


Um pouco da história do Khan Academy:

Uma das plataformas mais conhecidas entre os educadores e adeptos do estudo online, a Khan Academy foi criada em setembro de 2006 pelo analista do mercado financeiro, Salman Khan, que após ensinar matemática para sua prima, Nádia, percebeu que a Educação era sua verdadeira paixão. Como é formado em matemática, com mestrado em engenharia elétrica e ciência da computação, Khan criou um bate-papo online para ensinar álgebra a quem tivesse interesse. A procura foi além do que ele esperava, e em pouco tempo, Khan teve que disponibilizar suas aulas no YouTube para que todos pudessem ter acesso.

O público de Khan continuou a crescer, até que ele fundou a Khan Academy, que até então ensinava apenas matemática. Com o passar do tempo, novas matérias foram surgindo no site, como ciências e engenharia, economia e finanças, computação, artes e humanidades.

Hoje, a plataforma pode ser utilizada tanto pelos alunos, quanto pelos professores. Para os estudantes, são disponibilizadas diversas videoaulas sobre os assuntos abordados nas disciplinas, além de exercícios que funcionam como um jogo, em que os jovens acumulam pontos e ganham medalhas pelas atividades realizadas. Já para os professores, o site oferece ferramentas de avaliação, com a possibilidade de verificar quais videoaulas os alunos assistiram e onde eles tiveram mais dúvidas. Além disso, estão disponíveis dicas e roteiros de aula de como utilizar a própria plataforma e a tecnologia em sala de aula.

A Khan Academy ainda conta com o programa Khan Academy nas Escolas, cujo objetivo é levar a plataforma para todas as escolas do Brasil. O programa é gratuito e, até agora, mais de 40 redes de ensino participaram, beneficiando mais de 80 mil alunos.

Para saber mais sobre a Khan Academy, você pode clicar aqui e trazer os serviços da plataforma para a sua realidade, unindo Educação, tecnologia e diversão em um só lugar.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

La Luna : Belíssimo curta- metragem, produzido pela Pixar


La Luna : Belíssimo curta- metragem, produzido pela Pixar em 2011


A lua reluz ardente
por um jovem pescador
que nas noites de lua cheia
é poeta trovador

A lua se desnuda da noite
e vai repousar em seu leito
o pescador não desperta
o seu mar tem a cor dos sonhos

Klaas Kleber

Link do Vídeo : https://www.youtube.com/watch?v=MJC9m...

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=MJC9mYJfUPk

Gary Greenberg: The beautiful nano details of our world - A beleza dos Nano detalhes do nosso mundo - Legendado



When photographed under a 3D microscope, grains of sand appear like colorful pieces of candy and the stamens in a flower become like fantastical spires at an amusement park. Gary Greenberg reveals the thrilling details of the microworld. (Filmed at TEDxMaui.)

Quando fotografados sob um microscópio 3D, grãos de areia aparecem como partes coloridas de doces e os estames em uma flor tornaram como torres fantásticas em um parque de diversões. Gary Greenberg revela os detalhes emocionantes do micromundo. (Filmado em TEDxMaui.)

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Subscribe to our channel: http://www.youtube.com/user/TEDtalksD...


Dave Brain: What a planet needs to sustain life


"Venus is too hot, Mars is too cold, and Earth is just right," says planetary scientist Dave Brain. But why? In this pleasantly humorous talk, Brain explores the fascinating science behind what it takes for a planet to host life — and why humanity may just be in the right place at the right time when it comes to the timeline of life-sustaining planets.

Obs.: Para legendas em português, clique na opção legendas no vídeo!!!

Planetary scientist
Dave Brain studies the plasma environments and atmospheres of unmagnetized planets. Full bio

Dave Brain studies the plasma environments and atmospheres of unmagnetized planets.

Why you should listen

Dave Brain is an Assistant Professor of Astrophysics and Planetary Science at the University of Colorado at Boulder. He's interested in the evolution of the atmospheres of planets such as Mars, Venus and Earth, and in particular how planets lose (and gain) atmosphere over time. He uses spacecraft data and computer models to help figure out how light and particles from our sun strip away atmospheric particles, possibly changing them from habitable worlds.

Segundo episódio de ‘Destino: Educação’ mostra a Bath Studio School. Assista

Escola inglesa é gratuita e se destaca por oferecer ensino baseado em projetos empreendedores, com ambientes que simulam o que o jovem encontrará no mercado

por Redação 
A série do canal Futura “Destino: Educação – Escolas Inovadoras”, realizada com consultoria do Porvir/Inspirare, chega ao seu segundo episódio. Depois do Projeto Âncora, agora é abordada a experiência da Bath Studio School, escola sediada na cidade de Bath, na Inglaterra.
A instituição com 120 alunos de ensino médio é gratuita e financiada por recursos públicos. Sua abordagem é bem diferente das escolas tradicionais, com ensino conduzido por projetos empreendedores, em ambientes que reproduzem o que o jovem encontrará no mercado de trabalho.
O slogan da Bath Studio School é “Onde o aprendizado e as habilidades necessárias para o mercado de trabalho caminham juntos”. Por isso, são desenvolvidas parcerias com empresas locais para que os estudantes possam realizar estágios e colocar em prática os conhecimentos adquiridos.


Destino: Educação - Escolas Inovadoras | Episódio 02: Bath Studio School (Inglaterra)



terça-feira, 20 de setembro de 2016

Aplicativo holandês transforma visita ao museu em aula interativa



Flinckapp busca atrair o público jovem ao criar uma conversa com personagens das obras de arte

por Camila Leporace 
Dentro das salas de aula, os estudantes têm se tornado cada vez mais ativos, deixando para trás o tradicional papel de receptores de informações e exigindo um novo posicionamento de escolas e professores. Fora da escola, o quadro não é diferente: hiperconectadas e criativas, as gerações Y e Z têm uma forma especial de se relacionar com a cultura e a arte, o que impulsiona um reposicionamento também por parte de instituições culturais, como os museus. A depender desse público, as experiências de visitação desses locais tendem a se restringir cada vez menos à contemplação de obras de arte e a roteiros pré-determinados. A plataforma Flinckapp, criada pelo grupo holandês Lava Lab, destaca-se nesse cenário.
Ganhador de diversos prêmios de design, o Lava Lab é especializado em novas formas de narrativas, dedicando-se a utilizar a tecnologia para gerar experiências inovadoras e que desafiam os sentidos. A plataforma Flinckapp surgiu a partir de um projeto chamado #GoldenAge, realizado em parceria com o Amsterdam Museum para a exposição Portrait gallery of the Golden Age. “[A plataforma] Flinck ajuda o público a experimentar a arte de uma forma diferente. Quando falamos de um público-alvo mais jovem, como os Millenials [geração milenar], aprendemos a partir de pesquisas que eles não querem ser controlados demais, não gostam que lhes digam aonde ir e qual roteiro devem seguir”, conta a designer de interação Klasien van de Zandschulp, uma das criadoras do Flinckapp e co-fundadora do Lava Lab, em entrevista ao Porvir.
A plataforma funciona a partir da interação entre um aplicativo que é baixado para smartphones e os beacons – pequenos aparelhos instalados em diferentes locais dos museus que emitem informações por meio da tecnologia bluetooth. Ao passar por uma área contendo beacons, os smartphones com o aplicativo instalado e ativo recebem informações cadastradas para aparecerem ali, ligadas ao contexto em que o visitante se encontra. “Por exemplo, ao se aproximar da obra Nightwacht (De Nacthwacht), Rembrandt van Rijn te adiciona como amigo. Você recebe mensagens pessoais dele, e também acompanha as conversas do artista com outras pessoas que viram sua obra ou com outros pintores da mesma sala”, conta Klasien, destacando que essa forma de comunicação mais pessoal tem se mostrado bastante efetiva entre o público jovem, por se aproximar da maneira como eles se comunicam em seu dia a dia.

Além das mensagens que aparecem na tela a partir da interação com os beacons, em outra exposição – dentro do projeto intitulado Oddstream – foi usada a tecnologia dos beacons touch, que atuaram como botões. Ao tocá-los, as histórias apareciam nos smartphones dos visitantes. Klasien conta que, no Van Gogh Museum, em Amsterdã, foi realizado em parceria com o grupo de dança contemporânea e performance Why Not um projeto baseado em GIFs animados que estimulavam os visitantes a se mover de uma maneira inspirada na vida de Van Gogh e seu trabalho. “O projeto foi muito bem-sucedido, as performances feitas pelos visitantes no museu davam um efeito de flash mob”, conta a designer, destacando que os outros visitantes se surpreendiam ao ver o público deitando no chão do local.
Experiências personalizadas
O Flinckapp procura dar autonomia aos seus usuários, fazendo com que tenham experiências únicas ao visitarem um museu. Klasien considera essa preocupação essencial à formação de públicos para as instituições culturais. “Eu acho importante oferecer experiências de imersão e que sejam interativas aos jovens, porque é isso que vai mantê-los interessados em arte e servirá como um atrativo para que visitem museus. Esse público cresceu convivendo com a tecnologia de interação”.
Por meio do Flinckapp, o visitante pode traçar sua própria rota, e tem contato com narrativas construídas de uma forma não linear. A ordem da história é determinada pelo usuário final. Klasien conta que isso aumenta o desafio para os desenvolvedores, que precisam utilizar a criatividade a partir dos fatos que se apresentam, aproveitando o entorno. Devem ter atenção, por exemplo, aos pontos de entrada para uma exposição – se há mais de um, isso pode ajudar na construção da narrativa.
Arte e educação
Segundo Klasien, o aplicativo vem sendo usado para fins educativos. Grupos de estudantes visitam o museu utilizando a ferramenta dentro de um programa de aprendizagem. Em duplas, eles recebem frases curiosas em seus smartphones e são desafiados a dar sua opinião sobre elas, embasando-as com evidências que precisam encontrar dentro da exposição.
A partir da realização de pesquisas com os estudantes que vêm utilizando o aplicativo, os desenvolvedores do Flinckapp concluíram que, em comparação a uma visita convencional, eles se divertem e interagem mais com os colegas. As visitas também ficam mais longas. Além disso, as histórias são discutidas entre eles e os jovens demonstram aprender muito mais do que em uma visita comum.

Conteúdo é essencial
Na busca por recursos que acompanhem as gerações mais conectadas, ágeis e sociais, a tecnologia deve atuar como uma aliada, contribuindo para que o conteúdo seja posto em evidência e revolucionando a maneira como o público pode ser atingido por ele. É o que defende Klasien. “O Flinckapp prova que é possível usar tecnologia móvel para contar histórias de uma maneira diferente e interativa, que faz sentido para a tecnologia, para a história e para o público. Muitos museus usam a tecnologia somente pela tecnologia. Mas é fundamental pensar o conteúdo e a mensagem primeiro. Isso vai determinar se é necessário o uso da tecnologia e qual recurso tecnológico será adequado”.
A linguagem e o conteúdo são partes essenciais desse processo e não podem, de forma alguma, ser substituídos pelos recursos tecnológicos. Nessa equação, vários ingredientes geram um resultado, juntos. “O centro das histórias pode até ser o mesmo, mas a estrutura de linguagem, o mediador que é utilizado e a quantidade de interação fazem toda a diferença na experiência”, explica Klasien.
Ao criar a plataforma Flinckapp, os designers responsáveis se propuseram a desenvolver uma ferramenta de código aberto, que pudesse ser utilizada por qualquer instituição cultural que tivesse interesse, e que servisse para contar diversas histórias. Para tanto, o recurso funciona como um gerenciador de conteúdo, em que se pode “plugar” o conteúdo desejado. Além de recursos inspirados em mídias sociais, é possível lançar mão de ferramentas como imagens, textos, vídeos, GIFs animados, entre outros.


segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Universo - Buraco Negro: Quem Veio Primeiro? astrofísico João Evangelista Steiner, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP. Excelente - Galáxias, Estrelas, Buracos Negros!!!





Neste programa, Mônica Teixeira entrevista o astrofísico João Evangelista Steiner, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, sobre os buracos negros especiais - aqueles que ocupam o centro das galáxias e também o centro das atenções do pesquisador Steiner nos últimos anos.

Quem veio primeiro, perguntam-se os cientistas - os buracos negros, ou as galáxias?


Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=gTlEwsU9c4E&index=6&list=PL1A9DF7BF31597254


quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Universo: Gálaxias - A nossa, as outras - Excelente - Univesp TV - Departamento de Astronomia do IAG/USP



Neste programa, Mônica Teixeira entrevista Laerte Sodré Jr., do Departamento de Astronomia do IAG/USP, sobre a Via Láctea, a galáxia que vivemos, e sobre outras - as que estão à nossa volta.
Esta conversa caminhou e acabou mais longe: Em dois dos mistérios que o universo coloca para os cientistas de hoje.



quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Série TIC na Educação: a revolução nas disciplinas

Saiba por que o ensino está se tornando cada vez mais interdisciplinar e qual o papel das TIC nessa mudança


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por Victor Heringer


Uma revolução está em curso no ensino. O modelo tradicional das escolas e universidades, segmentado em disciplinas, foi posto em questão e, agora, cada vez mais educadores defendem que é preciso reconectar as matérias para promover uma educação integrada. Os termos ligados a essa mudança são muitos e podem confundir: interdisciplinaridade, transdisciplinaridade, pluridisciplinaridade etc. são conceitos diferentes, mas todos dizem respeito a uma mesma tendência, a reconstrução das pontes que unem as diferentes áreas do conhecimento.



TRANS- MULTI- INTER- PLURI-…?



♦ Multidisciplinaridade — Diz respeito a um conjunto de disciplinas trabalhadas simultaneamente, mas sem que sejam feitas relações entre elas ou que uma enriqueça a outra. Isto é, na aula de história, estuda-se a Idade Média; em matemática, logaritmos e assim por diante, separadamente. O modelo de ensino atual pode ser considerado multidisciplinar.


♦ Pluridisciplinaridade — Trata-se do estudo de um objeto de uma disciplina por várias disciplinas ao mesmo tempo. Por exemplo, o monte Fuji pode ser estudado pela geografia, pela geometria, pela história da arte etc. 

♦ Interdisciplinaridade — É a articulação entre as disciplinas, para compartilhar não só informações como métodos e fundamentos. O objetivo da interdisciplinaridade é acompanhar a globalização e resistir à especialização excessiva do conhecimento.

♦ Transdisciplinaridade — É um princípio teórico, isto é, um conceito mais amplo que os anteriores. A transdisciplinaridade está entre, através e além das disciplinas. Em última instância, seu objetivo é a compreensão do mundo presente como um todo, superando até mesmo o conceito de disciplina. 

Fontes: DIEB (Dicionário Interativo da Educação Brasileira) e Basarab Nicolescu, Manifesto da transdisciplinaridade.






Mas por que agora começamos a questionar a divisão das disciplinas? Segundo o teórico Basarab Nicolescu, a tendência é uma reação à hiperespecialização atual. “Um Pico della Mirandola é inconcebível em nossa época”, escreve em seu O manifesto da transdisciplinaridade, referindo-se ao filósofo renascentista italiano que se dedicou a praticamente todas as áreas de conhecimento de seu tempo. Hoje em dia, diz Nicolescu, a especialização se tornou tão profunda que dois estudiosos da mesma disciplina podem ter dificuldades em compreender um ao outro. 

Daí a necessidade do diálogo entre as diferentes matérias; visto que “a soma dos melhores especialistas em suas especialidades não consegue gerar senão uma incompetência generalizada, pois a soma das competências não é a competência”, diz Nicolescu. 

A especialização excessiva também é incapaz de acompanhar o ritmo do mundo globalizado. Para João Mattar, professor e pesquisador na área de educação e tecnologia, “o aprendizado segmentado em disciplinas não faz mais sentido em uma sociedade globalizada, baseada em rede e em que dados, informações e conhecimento estão mais disponíveis e são compartilhados”. Isso não significa, porém, que a especialização deva ser abolida: “continuamos precisando de médicos especialistas, engenheiros que conheçam melhor determinados procedimentos etc. Mas a interdisciplinaridade abre uma nova perspectiva, a de um conhecimento mais holístico”.

Essa nova concepção dá sinais de que chegou para ficar. Eventos e publicações sobre inter- e transdisciplinaridade são cada vez mais comuns, como a revistaInterdisciplinaridade, do Grupo de Estudos e Pesquisa em Interdisciplinaridade (GEPI), da PUC-SP. E, em sala de aula, muitas experiências têm sido feitas no sentido de integrar as disciplinas, como o projeto Cri@tividade, da PUC-PR, que une a perspectiva interdisciplinar e as TIC, com foco na formação de professores. 

E qual é o papel das TIC?

Com os avanços tecnológicos das últimas décadas, as TIC passaram a ocupar um lugar central na sociedade, aumentando a capacidade de comunicação em escala global. Como afirma o professor João Mattar, a sociedade em rede só se tornou possível após o desenvolvimento da internet – e é esse mesmo mundo conectado que agora busca conectar os diversos campos de conhecimento. De certa forma, podemos dizer que uma das causas do interesse nos conceitos ligados à interdisciplinaridade é próprio o desenvolvimento das TIC.

Por isso mesmo, essas tecnologias são boas aliadas de quem deseja experimentar e fomentar o ensino interdisciplinar e a transdisciplinaridade de maneira geral. “As TIC são essenciais nesse processo, porque permitem tanto encontrar informações com mais facilidade quanto compartilhar resultados de pesquisa, inquietações etc.”, diz Mattar. “As TIC são a base desse conhecimento planetário em rede”.

Portanto, é importante aproveitar todos os recursos disponíveis. Como explicam Clara Gurski, Dilmeire Vosgerau e Elizete Matos, do projeto Cri@tividade, “o professor necessita ousar, romper barreiras, propor metodologias inovadoras utilizando-se da rede informatizada como sua aliada no processo de ensino-aprendizagem”. Nicolescu, por sua vez, aconselha a criação de oficinas de pesquisa transdisciplinar em cada instituição de ensino, “cujos membros mudem com o decorrer do tempo e que agrupe educadores e educandos dessa instituição”. Os caminhos são muitos, e é importante lembrar que o trabalho interdisciplinar é contínuo, pois deve estimular a educação permanente. 

Confira outras dicas para promover a interdisciplinaridade no ensino:




Como adotar a interdisciplinaridade?



 Comece com projetos — Desenvolva projetos com alunos (e colegas professores) que estimulem a integração de diversas disciplinas. Comece com projetos de curta duração e amplie aos poucos. Por exemplo, resolver um problema real da escola com uma abordagem interdisciplinar. 


 O conhecimento é um só — Apesar de trabalhar com diversas áreas de estudo, a postura interdisciplinaridade considera o saber como unidade, não como conjunto de fragmentos. 

♦ Ensino é pesquisa — O objetivo da transdisciplinaridade é o aprendizado permanente. Portanto, é preciso considerar o ensino também como pesquisa interdisciplinar, não como transmissão de informações.


Fonte: https://www.institutoclaro.org.br/reportagens-especiais/serie-tic-na-educacao-a-revolucao-nas-disciplinas/

Professora atende demanda dos alunos e usa vídeo para trabalhar gentileza


Aproveitando o gosto dos estudantes pelo YouTube, professora propõe criação de vídeos para melhorar a interação e colaboração na sala de aula

por Cristina Gottardi Van Opstal Nascimento  

Eu sou professora de uma turma de quinto ano do ensino fundamental. Logo no começo do ano, eu percebi que os alunos tinham pouca empatia um com o outro. Tinha muita fofoca, muita picuinha, eles ficavam prestando mais atenção no que o outro estava fazendo pra depois contar para mim. Não era aquela coisa comum da idade, era um pouco fora do “normal”. Eu ficava preocupada e isso me incomodava.
Juntando isso a uma formação que eu estava fazendo sobre letramento digital, comecei a pensar em como as crianças poderiam vivenciar atos éticos e gentis e refletir sobre o impacto disso na interação humana. Então, fiz uma sondagem que mostrou que os alunos gostam muito de YouTube. Em aulas como ciências e história, eu uso muitos vídeos para ensinar, e eles falam “tia, que delícia que é aprender com vídeos”. A partir disso, vislumbrei o quanto a experiência de produzirem um vídeo, num processo cooperativo, contribuiria para estabelecerem uma convivência mais empática e ainda traria novos sentidos às suas leituras digitais.
Mas, antes, foi preciso trabalhar na ampliação de repertório dos alunos, sob o aspecto temático e o estrutural do gênero. Eu levei para a sala o vídeo Cuerdas, que é uma animação premiada, o filme Correntes do Bem e um outro vídeo chamado Vírus da Gentileza, que traz a ideia de que a gentileza contagia. Nós discutimos qual é a ideia de ser gentil e apareceram questões interessantes. Um dos alunos falou assim: a diferença entre educação e gentileza é que a gentileza é um pouco a mais que a educação; você falar “obrigado” e “por favor” é uma coisa de educação, mas se você for gentil, você vai um pouco além”.
Só depois de tudo isso eu lancei a proposta de criarmos um vídeo que abordasse atos gentis na escola, já que eu queria que eles começassem a repensar as atitudes deles nesse ambiente. O primeiro trabalho foi com os desenhos dos alunos. A princípio, a ideia era usar imagens da internet juntamente com os desenhos. Nós fizemos um levantamento de ideias de que cenas poderiam mostrar esses atos e fomos fazer a pesquisa no laboratório.


Nesse momento eu achei legal falar sobre direitos autorais e ética. Eu apresentei o Creative Commons (um tipo de licença que permite a cópia/compartilhamento de conteúdo com menos restrição), mas quando nós usamos o filtro para pesquisar as imagens, não apareceu quase nada. Aproveitei isso para problematizar a questão, perguntando pros alunos o que a gente ia fazer. A maioria da classe falou “vamos usar mesmo assim”, mas um aluno ou outro levantou a questão do direito autoral. Uma menina até falou: “Ah tia, mas é pra fazer uma coisa boa. Será que tem problema? A gente não vai vender e não vai ganhar dinheiro com isso”. Em seguida, o colega argumentou que “não importa ganhar dinheiro, mas ser ético”.
Depois que a turma entrou no consenso de não usar as imagens, eles se propuseram a fazer novos desenhos, tudo em grupo. No novo levantamento, eles deram várias ideias, como: “o motivo para não correr no corredor não é apenas para respeitar uma norma da diretoria, e sim porque alguma criança pequena pode passar”; na biblioteca,os mais altos podem ajudar os mais baixinhos; e o mais básico, que eu estava mais esperando foi “quando um amigo estiver falando, o outro espera ele terminar pra depois a gente falar”. Isso é uma coisa que eles não conseguiam fazer. Eles se atropelavam, ninguém levantava a mão e iam falando um em cima do outro. No próprio trabalho em grupo eles já foram exercitando.
Os alunos perceberam que, se nós focarmos naquilo que cada um tem de bom, o resultado é muito melhor
Depois dessa primeira etapa, eles já tinham iniciado um processo de conscientização, de transformação. Fora do projeto do vídeo eu já percebia que eles estavam mais tranquilos. Aí eles que vieram com uma nova proposta: “Tia, não dá pra gente fazer um vídeo com a gente atuando?”. E eu dei esse voto de confiança. De novo, eles se reuniram em grupos para criar os roteiros. O meu trabalho foi só de mediar a decisão de quem seriam os atores e de quem iria filmar. Nós fizemos dois ensaios e depois já filmamos. O que fiquei muito feliz é que eles estavam muito concentrados no que tinham que fazer. Fiquei do lado olhando, só curtindo.

Apesar do projeto ter sido bem sucedido, nós tivemos problemas com a internet da rede de Santos e com os computadores da escola. Primeiro que a versão do Linux dos computadores não suporta a última versão do navegador Google Chrome. A prefeitura já está com um plano para atualizar os computadores de todas as escolas, mas eu não sei quando isso vai acontecer. As coisas na informática evoluem muito rápido, e a prefeitura não acompanhou esse avanço.
A burocracia também atrapalha. Nós, professores, ou mesmo o pessoal do laboratório de informática, não podemos instalar nenhum aplicativo nas máquinas; para isso é preciso abrir um chamado. Então, para editar os vídeos, eu escolhi Stupeflix, um site que não requer download de nada no computador. Mas a internet da rede, que é lenta, não permitiu o uso. Então, eu usei o 3G do meu celular acoplado no meu notebook e assim nós editamos. Os alunos mais antenados deram ideias pra gente conseguir usar, porque tanto eu quanto eles estávamos ficando frustrados com a situação.
Mas o projeto deu certo. Três mães de alunos vieram me agradecer quando eu mostrei os vídeos na reunião de pais. Uma delas falou “ainda bem que alguém trabalhou isso”. Hoje os alunos estão muito bem. É um trabalho em grupo? Eles já se organizam, já sabem quem vai fazer o que, já sabem o melhor de cada um. Eles perceberam que, se nós focarmos naquilo que cada um tem de bom, o resultado é muito melhor. É claro que existem conflitos, mas eles conseguem resolver entre eles.
Cristina Gottardi Van Opstal Nascimento
Licenciada em Língua Portuguesa e Mestre em Semiótica e Linguística Geral pela USP. Professora de Ensino Fundamental I na rede pública municipal de Santos e docente em cursos de graduação e pós-graduação na Universidade Santa Cecília (Unisanta) também em Santos. Atuou por mais de 10 anos na formação continuada de professores municipais.

Escola de programação usa espírito olímpico para ensinar resiliência e empatia

Atividade alia lógica de programação e esporte para incentivar a prática de atividades físicas e o trabalho em equipe

por Andréa Oliveira De Angelis 

A Bits e Blocos é uma escola de tecnologia criativa. Para comemorar as Olimpíadas e desenvolver habilidades como trabalho em equipe, resiliência, raciocínio lógico e conceitos de estrutura robótica, além de envolver os alunos no espírito olímpico, eu, juntamente com os professores Vinícius Oliveira, de robótica, e Guilherme Pastorelli, de desenvolvimento de games, resolvemos inserir os alunos em uma experiência de aprendizagem baseada nos jogos olímpicos.
Durante uma tarde de julho, alunos de 4 a 14 anos vieram pra escola participar da Olimpíada de programação e robótica. Começou assim: as crianças chegaram e de cara já ficaram super felizes porque foram recepcionadas pelos professores vestidos com camisetas do Brasil. Em seguida, nós levamos todos para uma sala e explicamos a atividade. Aproveitamos também para passar um vídeo das olimpíadas e falamos sobre espírito olímpico. Dividimos as equipes fazendo questão de misturar as idades, porque os alunos estão habituados a lidar com crianças da mesma faixa etária. Os maiores acolheram os menores, que não se sentiram intimidados. Quando uma criança menor errava, os maiores muitas vezes estavam do lado assim “vai, tenta de novo, continua”. Depois, usamos um software de roleta eletrônica para sortear que país cada equipe representaria.


A partir daí, explicamos que cada faixa etária dentro das delegações iria programar um jogo diferente usando a plataforma Scratch (software de programação desenvolvido pelo MIT). Uma turma programou um jogo de basquete, outra, um jogo de pênaltis e uma terceira construiu um arco e flecha com LEGO. O de basquete era basicamente um aro que ficava andando de um lado pro outro da tela e eles tinham que fazer a cesta. Já o futebol, era uma tela com um gol e os alunos precisam defender as bolas. Nós usamos a câmera do notebook, que o Scratch permite que funcione como um Kinect (um sensor do videogame XBOX que detecta movimentos), e o aluno ia tentando defender o gol.
Resgatamos o campo de madeira do futebol de botão para os alunos jogarem. Foi incrível vê-los se divertir com um brinquedo tão simples e que, certamente, foi utilizado por seus pais na infância
Além disso, usamos kits de robótica educacional LEGO Education para construir um arco e flecha, um gol e o mecanismo de chute semelhante ao futebol de botão. Para completar, resgatamos o campo de madeira do futebol de botão para os alunos jogarem. O legal foi que nenhuma dessas crianças tinha jogado futebol de botão na vida, então foi um despertar pra outras brincadeiras. Foi incrível vê-los se divertir com um brinquedo tão simples e que, certamente, foi utilizado por seus pais na infância. Depois da criação dos jogos, foi a vez do treinamento, seguida da competição, que também aconteceu por faixa etária.

Nós terminamos a atividade com a entrega das medalhas e uma festa, que teve direito à música tema da vitória do Ayrton Senna e chuva de papel picado. Também organizamos a fila de cumprimentos e explicamos aos alunos a importância de competir, de saber perder e ganhar, ressaltando que é preciso reconhecer o esforço do adversário e respeitar uma pessoa que também treinou para aquele momento, assim como os atletas. O espírito olímpico mostrou que ganhar não significa anular o valor das outras pessoas. Ele nos traz essa questão da empatia, do respeito e colaboração. Nós tentamos mostrar que não é preciso ser atleta para levar essas ideias pro nosso dia a dia.
O espírito olímpico mostrou que ganhar não significa anular o valor das outras pessoas. Nós tentamos mostrar que não é preciso ser atleta para levar essas ideias pro nosso dia a dia
Muitas crianças deixam de se envolver ou de praticar um esporte para ficar jogando. Essa geração é aficionada por tecnologia. Muitos dos nossos alunos contam que vão dormir super tarde porque ficam quatro ou cinco horas seguidas conectados, brincando. Apesar de estar em uma escola de tecnologia, não acho que as crianças tem que ficar 24 horas por dia em frente a um computador. Outro objetivo da Olimpíada de robótica foi mostrar que existem atividades que são deixadas de lado para priorizar a tecnologia. Eles saíram daqui pensando “nossa, hoje eu programei um jogo de basquete no Scratch. Mas há quanto tempo que eu não jogo basquete de verdade?”.

Andréa Oliveira De Angelis
Formada em informática e direito, aos 17 anos fundou a EnsinoIP, empresa que oferece metodologia de Informática e Robótica para escolas particulares. Em 2016, ajudou a fundar a Bits e Blocos, escola de Tecnologia Criativa para crianças e adolescentes.